O Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) autorizou a reabertura para visitação de quatro parques nacionais mas tomando medidas preventivas contra o covid-19.
Aparados da Serra; Serra Geral, ambos no Rio Grande do Sul; o de Brasília e o de Foz do Iguaçu, no Paraná.
Devido à pandemia, a visitação pública nas unidades de conservação foi suspensa em março. O retorno às atividades será de forma gradativa com a população devendo seguir as medidas de proteção como o uso de máscaras e higienização das mãos com álcool 70%.
No Parque Nacional de Brasília, por exemplo, que voltou às suas atividades nesta semana, os visitantes terão que respeitar o espaçamento mínimo de dois metros entre eles; a limitação de pessoas, nesta primeira fase, é de 300 por dia. Nos próximos 30 dias, o Parque não cobrará ingressos e nem será permitida a entrada nas piscinas e a visitação de algumas trilhas. A expectativa é de que a partir do 31º de abertura, o número de visitantes aumente para 400 pessoas, e do 61º dia em diante, a visitação volte ao limite regular.
O diretor do ICMBio disse que a tendência é de continuar com essa reabertura gradual das visitações nas unidades de conservação federais, porém, será necessário observar uma série de condições para que tudo ocorra de forma bastante segura.
Regras estabelecidas pelo ICMBio, segundo o Ministério do Meio Ambiente, são:
– É obrigatório o uso de máscara de proteção facial, ainda que artesanal, durante todo o período que estiver no interior do parque;
– Os operadores e prestadores de serviços devem disponibilizar de álcool gel 70% ou produto de higienização para as mãos nas estruturas abertas à visitação e nos transportes terrestres e aquaviários;
– A transmissão indireta deve ser evitada retirando-se jornais, revistas, panfletos e livros dos locais de comum acesso;
– As máquinas de débito e crédito devem estar envolvidas por filme plástico e desinfetadas após cada uso;
Nesta quinta-feira (18/6), o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, participou de live realizada pela Festuris Gramado – Feira Internacional do Turismo.
Gilson indicou que o ano de 2020 é de grandes perdas para o turismo por conta da pandemia mundial causada pelo Coronavírus. O setor turístico foi o mais atingido, mas não é o único que está sofrendo. “Ainda assim temos também boas notícias”, salientou.
“O mundo vai demorar um tempo para se recuperar”, diz o presidente da Embratur e afirma que a boa notícia para o turismo interno é que o Brasil é exportador de turistas. O Brasil emite de 11 a 12 milhões de turistas enquanto recebe 6,5 milhões. Com a contribuição dessas milhões de pessoas que não irão viajar para o exterior, pode-se ver, em vários hotéis, as reservas para o final deste ano e para janeiro e fevereiro do ano que vem em níveis iguais aos do ano passado.
Ainda de acordo com o presidente da Embratur, o turismo de natureza será o principal e importante turismo nessa época de pandemia, pois oferece um ambiente ao ar livre facilitando o não contato físico entre os turistas.
O turismo de negócio ainda se adequando às tecnologias e videoconferências pode sofrer um pouco até se adaptar e com todos procurando segurança ao se deslocar com o uso adequado de equipamentos de proteção individual, o turismo de natureza será a vantagem na economia.
Na Europa desde a semana passada (15 de junho) alguns países já abrem suas fronteiras a todos os países da União Européia como a Bélgica, outros permancem fechados como a Espanha, e ainda alguns outros países abrem suas fronteiras á países que não oferecem riscos (verde), mas permanecem fechados aos países que apresentam médio (laranja) ou alto risco (vermelho), como é visto no mapa:

Já com relação à cultura e turismo no Brasil, foi publicada em maio desse ano a união do Ministério do Turismo e a Secretaria especial da cultura, ou seja, a Agência Nacional do Cinema (ANCINE); o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM); a Fundação Biblioteca Nacional (FBN); a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB); a Fundação Cultural Palmares (FCP); e a Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) passam a ser vinculadas ao ministro do Turismo com assessoramento e a supervisão da Secretaria Especial de Cultura.
O objetivo é integrar o planejamento, o ordenamento e a gestão territorial do turismo às estratégias de atração de investimentos, e possibilitar melhores condições nas linhas de créditos e novas parcerias para o desenvolvimento do turismo. O Programa Regionalização do Turismo, o Prodetur+Turismo, o mapeamento e categorização de municípios e a gestão do Fungetur, ficam sob a responsabilidade da SNAIC.
A Organização Mundial do Turismo lançou em maio um guia de diretrizes para a retomada do setor turístico pós-pandemia.
A OMT destaca como prioridades restaurar a confiança dos viajantes por meio de protocolos de segurança e proteção projetados para reduzir riscos em cada etapa de valorização do turismo, mitigando o impacto econômico, estabelecendo coordenação de respostas e promovendo a inovação.
O guia traz orientações de acordo com as especificidades de cada área de atuação do setor: gerenciamento de fronteiras seguro e contínuo (viagens aéreas, marítimas e terrestres); setor privado; viagem aérea segura; hospitalidade; operadores turísticos e agências de viagens; reuniões e eventos; atrações e parques temáticos; planejamento e gerenciamento de destino.
Protocolos de segurança e fortalecimento institucional
Ações recomendadas
Setor hoteleiro
Pensando na melhor operacionalidade, empresários do ramo podem criar novos cargos como “gerente de higiene” e “guardião convidado” para facilitar o processo de acompanhamento dos protocolos de segurança por todos os hóspedes, bem como reservar alguns quartos para possíveis hóspedes doentes ou em quarentena.
Os hotéis podem ter também, como sugestão, serviços de check-in sem contato físico disponíveis para todos os hóspedes e ainda forneçam kits de boas-vindas de higiene, incluindo luvas, máscaras e desinfetante.
Operadoras e agências de viagens
Após a pandemia no mercado de turismo, as empresas podem criar estratégias de marketing com foco em incentivar os clientes a viajarem por distâncias mais curtas e explorar destinos próximos.
Para maiores informações:

PRINCÍPIOS VIAGEM SEGURA E SEM EMENDA: Como reabrir o turismo a porta à porta
1. Viagem segura e perfeita para residentes, viajantes e trabalhadores em total respeito aos regulamentos de saúde 2. Esclarecer e basear-se em evidências nos protocolos e informações 3. Partilha de dados com base em consentimento e regulamentos aplicáveis, e em total respeito à privacidade dos dados políticos 4. Sem discriminação de viajantes 5. Transformação Digital 6. As medidas devem estar em vigor apenas o tempo necessário com protocolos respectivos a serem substituídos com melhores alternativas ou removido conforme a situação permitir 01. Pesquisa & Reserva 1. -Informações sobre requisitos de saúde e procedimentos do país de origem, fornecedores de viagens e destino -Informações sobre cancelamento e políticas se estiver doente enquanto viaja ou no local de destino -Compartilhando dados (aplicativos nacionais de rastreamento) 02. SAINDO DE CASA -Pagamento sem contato no local transporte -Regras de distanciamento físico -Protocolos em vigor no seu local transporte 03. À CAMINHO -Avançar o check-in sem contato e embarque no seu assento pré-alocado -Limitar a bagagem de mão que requer o uso dos compartimentos aéreos -Controle de fronteira sem contato quando você estiver indo para fora do seu país -Operação de transporte de infraestrutura e operações adaptadas ao distanciamento físico e regulamentos de saúde em vigor 04. NO PAÍS DE DESTINO -Baixe o aplicativo de rastreamento, se disponível no local de destino Protocolos de saúde ao longo da cadeia de oferta turística(acomodação, transporte, restaurantes, atrações,..) -Pagamentos sem contato e check-in -Bilhetes eletrônicos e reservas eletrônicas para visitas e entretenimento -Comunicação clara sobre protocolos e regulamentação em pontos importantes -SMS para visitantes na chegada a informá-los sobre regras e regulamentos em vigor nacional ou localmente Organização Mundial de Turismo