O Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo (PNMFC) foi criado em 12 de junho de 2003 com o nome de Parque Natural Municipal do Carmo, por meio do Decreto Municipal nº 43.329, totalizando uma área de 3.958.667,70m². Em 2008 foi ampliado por meio do Decreto n° 50.201, quando passou a abranger uma área de 4.497.800,00m² e teve seu nome alterado para Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, a fim de diferenciá-lo do já existente, Parque Municipal do Carmo – Olavo Egydio Setubal (Parque Urbano).
Situado no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Parque e Fazenda do Carmo, Unidade de Conservação de Uso Sustentável gerida pelo Estado de São Paulo, por meio da Fundação Florestal, o Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo (PNMFC), a primeira Unidade de Conservação de Proteção Integral criada na capital paulista em meio urbano, compõe o maior remanescente de Mata Atlântica da Zona Leste do município de São Paulo, em contraste com a densa ocupação urbana que o circunda.
O PNMFC também faz parte do Cinturão Verde da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e, de acordo com as Leis Municipais nº 13.430, de 2002, e nº 13.885, de 2004, pertence à Macrozona de Proteção Ambiental, incluído na Zona Especial de Preservação (ZEP) e Zona Mista de Proteção Ambiental (ZM-p). As principais ameaças sobre a vegetação do PNMFC são o fogo, o corte indevido de vegetação, a ocupação irregular e o descarte de resíduos em locais impróprios.
Um fator que pode favorecer a sustentabilidade dos remanescentes florestais presentes nessa unidade de conservação, é a existência de remanescentes de vegetação no seu entorno que devem ser conectados por meio da implantação de um ‘Corredor Ecológico Urbano’ (CEU), que ligaria o PNMFC à região das nascentes do Rio Aricanduva.
Coordenadas:
Latitude – 23°35’11.55″S
Longitude – 46°29’2.21″O
UTM – 348576 / 7390763
FLORA
O PNMFC apresenta cobertura vegetal bastante diversa, formada por matas ciliares, capoeiras, campos, reflorestamento de eucaliptos, brejos e remanescentes de Mata Atlântica, encontrados principalmente nas áreas centrais da unidade. Esses remanescentes são constituídos por uma formação florestal denominada Floresta Ombrófila Densa (FOD), que tem como principal característica a sua associação com altos índices de chuva, bem distribuídos por todo o ano. No interior do parque estas florestas ainda podem ser classificadas como Montana, que ocorrem em altitudes entre 500 e 1500 metros e, em menor quantidade, do tipo aluvial ou “ciliar”, que ocorrem sob influência de cursos d’água. Foram identificadas 209 espécies nativas, das quais 05 encontram-se ameaçadas de extinção: o cedro-rosa (Cedrella fissilis), o jacarandá-paulista (Machaerium villosum), a copaíba (Copaifera langsdorffii), a embaúba-prateada (Cecropia hololeuca) e o cambuci (Campomanesia phaea), uma espécie rara e endêmica da Mata Atlântica, que considerada a árvore símbolo da cidade de São Paulo.1
Capoeira é uma vegetação secundária composta por gramíneas e arbustos esparsos. O termo, oriundo do tupi, designa o mato que nasceu no lugar de vegetação cortada. Significa, literalmente, “mato do passado”, de ka’a (“mato”) e uera (“do passado”).2Campos é um bioma caracterizado pela presença de vegetação rasteira, herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos esparsos com características diversas, conforme a região.3

Aqui faço um parênteses para explicar o que é Floresta Ombrófila Densa
Essa vegetação é perenifólia e caracteriza-se pela presença de fanerófitos (plantas cujas gemas de renovação se encontram a mais de 25 cm do solo), além de muitas lianas e epífitas. Nessa floresta praticamente não ocorre período de seca, visto que a precipitação é alta e bem distribuída durante o ano. As temperaturas são elevadas. Nas regiões ao longo dos cursos de água encontra-se a FOD Aluvial. A FOD das Terras Baixas ocupa geralmente as planícies costeiras e possui árvores altas, além de muitas bromélias, palmeiras e lianas. A FOD Submontana se estende pelas encostas das serras e possui árvores com alturas aproximadamente uniformes, raramente ultrapassando 30 metros. A FOD Montana situa-se no alto dos planaltos e serras, seu dossel é aberto e as árvores mais altas são geralmente leguminosas, possui elevada riqueza de epífitas. A FOD altomontana situa-se no cume das altas montanhas, possui vegetação arbórea formada por indivíduos tortuosos com troncos e galhos finos, de aproximadamente 20 metros de altura.5
FAUNA
Quanto à fauna local, por meio de levantamentos executados pela equipe da SVMA e do Plano de Manejo da unidade, já foram catalogadas mais de 100 espécies de animais, dentre as quais predominam o bicho-preguiça-de-três-dedos, o caxinguelê e as aves, como o tangará-dançarino (Chiroxiphia caudata), sanhaçu-de-encontro-azul (Tangara cyanoptera), papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), borralhara-assobiadora (Mackenziaena leachii), curiango-do-banhado (Hydropsalis anomala), jacuaçu (Penelope obscura) entre muitas outras.
O parque realiza atividades de observação amadora de aves voltadas para a população, especialmente para as comunidades do seu entorno. Por meio de oficinas e atividades, a gestão do espaço pretende melhorar o diálogo com a comunidade local, além de proporcionar uma alternativa de lazer e renda, além de contribuir para o conhecimento da biodiversidade de São Paulo. Apesar da necessidade de mais pesquisas para conhecer toda a diversidade de animais existente no parque, destaca-se a presença da preguiça-de-três-dedos (Bradypus variegatus), animal-símbolo do parque e que, assim como outras espécies, pode ser um indicador para uma melhor compreensão da qualidade ambiental do PNMFC.
O parque possui os seguintes atrativos e equipamentos
– Trilha da Preguiça;
– Área aberta para piquenique;
– Biblioteca comunitária;
– Banheiro masculino e feminino. Há também banheiros para portadores de necessidades especiais;
– Administração: destaque para sua construção com projeto arquitetônico sustentável
– Estacionamento
SERVIÇO
Data: a partir do dia 4/2/2020 – às terças-feiras
Horário: 8h às 17h.
Endereço: Estrada da Fazenda do Carmo, 350 – Subprefeitura de Itaquera – Zona Leste de São Paulo, nos limites da Subprefeitura de Itaquera, próximo ao Parque do Carmo e ao SESC Itaquera, entre as Avenidas Aricanduva, Jacu Pêssego e Afonso de Sampaio e Souza.1
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o ideal é entrar em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
Informar-se sobre as condições climáticas do local e consultar a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
Viajar em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
Evitar viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
Certificar-se que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta. Aprendendo a diminuir a quantidade de lixo, deixando em casa as embalagens desnecessárias.
Escolher as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.
Além disso, você é responsável por sua segurança, e o salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, procure não se arriscar sem necessidade.
Calcular o tempo total que passará viajando e deixar um roteiro da viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.
Avisar à administração da área a qual você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
Aprender as técnicas básicas de segurança, como navegação (saiba como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada e cursos de idoneidade comprovada.
Ter certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos.
Levar sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva, um estojo de primeiros socorros, alimento e água; mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
Caso você não tenha experiência de atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.
Cuidar dos locais por onde passar, das trilhas e dos locais de acampamento
Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas – não use atalhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
Manter-se na trilha, mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Ao montar o acampamento, evitar áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampar a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
Não cavar valetas ao redor das barracas, escolher melhor o local e usar um plástico sob a barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não cortar nem arrancar a vegetação, nem remover pedras ao acampar.
Remover todas as evidências de sua passagem. Ao percorrer uma trilha ou ao sair de uma área de acampamento certificar-se de que esses locais permaneceram como se ninguém houvesse passado por ali.
Trazer seu lixo de volta evitando assim que animais podem espalhá-lo e até se alimentar das embalagens.
Não levar sabão e nem lavar os utensílios em caso de acampamento.
Não quebrar ou cortar galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Tirar apenas fotografias, deixe apenas suas pegadas, mate apenas o tempo e leve apenas suas memórias.
Observar os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
Não alimentar os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos.
Não retirar flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.
Proteger o patrimônio natural e cultural dos locais visitados. Respeitar as normas existentes e denunciar as agressões observadas.
Se você tiver interesse em colaborar ativamente na conservação de parques e outras unidades de conservação, você pode:
Associar-se a um grupo excursionista. Os grupos excursionistas são entidades sem fins lucrativos que promovem atividades como caminhadas, montanhismo, canoagem, exploração de cavernas etc. Nestes grupos você encontrará companhia, treinamento e orientação para a prática dessas atividades com segurança e sem agredir o meio ambiente.
Apresentar-se como voluntário. No mundo todo, o trabalho voluntário é uma tradição em parques e outras unidades de conservação.
Adote esta idéia! Seja voluntário!
Verifique na administração das áreas que você visita se existe algum programa de trabalho voluntário. Denuncie agressões contra o meio ambiente aos órgãos responsáveis pela fiscalização dos parques e outras unidades de conservação.6
Muito obrigada por ter lido e espero ter ajudado…
Referências
2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Capoeira_(vegetação) c 2020
3. https://alunosonline.uol.com.br/geografia/campos.html c 2020
4. http://imagens.usp.br/?p=33316 c 2020
5. https://www.infoescola.com/biomas/floresta-ombrofila/ c 20206. https://www.mma.gov.br/informma/item/1757-conduta-consciente-em-ambientes-naturais c 2020
